Projecto de reabilitação a "custo zero" no Porto avança no Verão

PESQUISA
2011-12-05
Construção Civil

As obras da primeira casa do centro histórico reabilitada a custo zero no âmbito do projecto "Arrebita Porto" devem começar no Verão, adiantou José Paixão, mentor da iniciativa que vai ajudar proprietários carenciados.

"Esta ideia actua num lado negligenciado do problema da reabilitação dos centros históricos, que são os proprietários sem meios para recuperar as suas casas", sublinha José Paixão, citado pela Lusa.

O arquitecto formado em Londres garante ser possível uma recuperação `low cost`, nomeadamente se se substituir o pagamento em dinheiro pela troca de serviços.

Em 2012, a empreitada avançará apenas sob a forma de projecto piloto, numa casa da Câmara do Porto, "para comprovar a validade do projecto", explica o arquitecto de 28 anos, formado em Londres.

Mostrar aos parceiros da recuperação que é possível reabilitar casas alheias deixando "todos" a ganhar é o objectivo desta primeira habitação, acrescenta.

De acordo com José Paixão, "reabilitar a custo zero" casas de "proprietários carenciados" é possível, criando "uma rede de parcerias" com "as faculdades de engenharia e arquitectura, empresas de materiais de construção e as forças vivas" cidade.

O projecto foi desenhado de forma a deixar para "segundo plano o uso do dinheiro na aquisição de valor", sublinha o arquitecto, explicando que o investimento será feito com base "em trocas e contrapartidas de serviços".

Apesar disso, "estão previstas fontes de rendimento para o projecto poder crescer e ser auto-sustentável", nomeadamente através da colocação de painéis publicitários nos prédios a reabilitar e de uma "comissão de arrendamento nos edifícios reabilitados".

Quanto o projecto-piloto terminar, os proprietários sem meios para reabilitar as suas casas no centro histórico do Porto podem candidatar-se ao "Arrebita Porto".

A selecção dos proprietários carenciados "será feita avaliando a sua insuficiência de meios para proceder à reabilitação" e tendo em conta "a localização" dos edifícios.

"A nossa missão é combater o abandono de determinadas áreas do centro da cidade, onde a desertificação é maior e a taxa de fracções devolutas é maior", observa José Paixão.

O objectivo do jovem é que, depois, "o projecto cresça e seja replicado noutros pontos do país com o mesmo problema". O arquitecto fez parte da equipa de três pessoas que venceu a primeira edição do FAZ - Ideias de Origem Portuguesa.

Criada pelas fundações Gulbenkian e Talento, o galardão quis premiar com 50 mil euros portugueses residentes no estrangeiro a apresentarem ideias originais para resolver problemas crónicos nacionais.

Depois de vencer o prémio, José Paixão regressou a Portugal para se "dedicar completamente ao projecto". Para já, trabalha-se na criação da tal rede de parcerias e tenta-se formalizar a iniciativa, algo que, diz, "está a levar mais tempo do que o previsto".

A equipa inicial de três pessoas já cresceu para 12, das mais diversas áreas (arquitectura, engenharia, advocacia, comunicação).

A eles devem juntar-se, "na Primavera", os primeiros cinco estudantes internacionais que vão ajudar a levar o projecto para o terreno, com o "trabalho de preparação e concepção do projecto" de reabilitação do edifício piloto.

Fonte: Construir




Enviar notícia por email



Preencha o seguinte formulário:

Nome *
Email *
  Escreva a palavra abaixo*:


 

Todos os campos são de preenchimento obrigatório.


conteúdos | certificações | links | notícias | mapa do site

webdesign e webmarketing | MVO®