Câmara do Porto aprova remodelação do Palácio de Cristal

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2009-06-25
Construção Civil

A Câmara do Porto aprovou o projecto de remodelação do Palácio de Cristal, com votos favoráveis do PSD, CDS e PS, e críticas da CDU ao modelo de negócio e à destruição do lago."Porque é que a contracção do empréstimo tem de ser do município? Porque é que o risco tem de ser associado ao município e não ao consórcio?", questionou o vereador da CDU, Rui Sá, na reunião pública do executivo camarário do Porto.

Rui Sá criticou também o projecto de arquitectura, salientando que a ampliação do edifício "destrói por completo o lago do Palácio de Cristal".

O vereador do PS Francisco Assis referiu que os socialistas votaram contra a proposta inicial apresentada há dois anos pela maioria PSD/CDS, "porque a informação não era suficiente", apesar de sempre terem concordado com o objectivo de "dotar a cidade de um grande centro de congressos".

"Não temos nenhum reparo a fazer. As entidades do consórcio dão-nos garantias muito grandes de uma gestão inteligente, exigente e imaginativa. No essencial, o processo foi bem conduzido", frisou Francisco Assis, justificando o voto favorável.

O autarca socialista sublinhou que, "ao contrário do que dizem algumas vozes sectárias do PSD", o PS "é um partido responsável" e não tem "nenhuma dificuldade em votar favoravelmente" um projecto apresentado pela maioria PSD/CDS.

O vereador da Cultura, Turismo e Lazer, Gonçalo Gonçalves (PSD), explicou que foi o próprio arquitecto do Palácio de Cristal, José Carlos Loureiro, que propôs a ampliação do edifício para o local onde está o lago, porque as outras alternativas não eram tecnicamente viáveis.

Gonçalo Gonçalves reconheceu que o lago tem "alguma beleza" e transmite "tranquilidade", mas realçou que no local vai ser colocado um espelho de água e que nenhuma árvore vai ser destruída.

Sobre o modelo de negócio, Gonçalo Gonçalves disse que foi proposta a possibilidade de o empréstimo ser contraído pelo consórcio adjudicatário, mas foi o próprio consórcio que preferiu que fosse a câmara a contrair o empréstimo, compensando o esforço da autarquia com o pagamento de uma renda mensal de 550 mil euros.

Além da renda, o consórcio terá ainda de pagar à autarquia três a quatro por cento dos proveitos da exploração do Pavilhão Rosa Mota/Palácio de Cristal.
O projecto de remodelaçã deverá custar cerca de 19 milhões de euros, suportados pela autarquia através de um empréstimo bancário (10 milhões de euros), pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN - cerca de seis milhões de euros) e pelo consórcio adjudicatário (três milhões de euros).

"A obra decorrerá em 2010 e 2011, portanto, admitimos que em 2012 possa estar em funcionamento. Vamos modernizar o pavilhão, transformá-lo e acrescentar um anexo que permitirá realizar congressos até sete mil pessoas", explicou o autarca aos jornalistas, no fim da apresentação do projecto.

O futuro pavilhão multiusos será gerido por uma empresa constituída pela Empresa Municipal Porto Lazer (20 por cento) e por privados (80 por cento).

O consórcio privado reúne a Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação dos Amigos do Coliseu do Porto, Parque Expo e Pavilhão Atlântico, tendo resultado da fusão dos dois consórcios concorrentes à remodelação e exploração do pavilhão.

A exploração do edifício será concessionada à nova empresa por 25 anos, estando prevista uma ocupação anual de cerca de 150 dias, com eventos variados, nomeadamente congressos, espectáculos e desportos.

Fonte: Construir




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